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sábado, 7 de novembro de 2015

Adaptação ergonômica de carro, cadeira e canabidiol

O que tem mais incomodado a nossa vida ultimamente são a tetraparesia espástica e a dificuldade de locomoção em veículos automotivos. Explicando melhor, a rigidez muscular e os espasmos musculares de difícil tratamento e a dificuldade de sairmos para passear com um carro sem adaptação. Sókrates tem ficado muito espástico ultimamente, sente muitas dores apesar de utilizar todas as medicações necessárias e possíveis. Ao mesmo tempo que aumentamos cada vez mais a infusão de baclofeno da bomba intratecal, aumento a quantidade de diazepam dada diariamente. Tenho pesquisado bastante sobre adaptação ergonômica de cadeira de rodas (adequação postural com adaptação do sistema de encosto e assento em espuma), adaptação veicular (pensei em banco móvel) e uso de canabidiol no tratamento de tetraparesia espástica. Encontrei vários textos e artigos sobre o uso de canabinoides no tratamento da espasticidade, principalmente na esclerose múltipla. Veja alguns textos que existem sobre esse assunto:Canabinoides e seu uso em neurologia, 2015Experiência clínica com o Sativex®, Tratamento com canabinoides em um caso de paraparesia espástica familiar. Fico pensando que eu queria fazer tanta coisa, tanta coisa é possível, mas tudo leva tempo, tudo precisa de pesquisa. Preciso encontrar primeiro o que pode ser feito, depois pesquisar o profissional que possa fazer, tentar economizar no projeto empreendido e torcer para dar certo e melhorar nossa qualidade de vida. Tenho visto muito poucos profissionais na minha cidade especializado em fazer adaptação da cadeira de rodas, adaptação de carro, exercícios de Bobath específicos para melhorar espasticidade.




Nesse sentido estou com saudades da Dra Sônia, especialista em fisioterapia neuroevolutiva. Penso que enquanto estou pesquisando, meu tempo está passando, e se tivéssemos pessoas especializadas sobre estes diversos assuntos disponíveis facilmente na internet, eu poderia ganhar tempo, agir agora. Mas parece que são temas tão pouco procurados. Apesar de sermos muitos os que precisam de adaptação ergonômicas em carros, cadeiras, estamos escondidos. É um campo a ser explorado e estamos dispostos a pagar o preço para melhorar o bem estar de quem amamos. Este é um dos textos mais bagunçados que já escrevi neste blog, porque retrata bem o meu pensamento no momento, quero fazer várias coisas e não estou conseguindo fazer nada, dada a dificuldade de encontrar informações sobre esses assuntos. Vou continuar tentando, até conseguir. Ou, como na maioria das vezes, vou agir por conta própria e depois ser, talvez, a fonte de informação para outras pessoas. O que sei é que existe um financiamento para estes tipos de adaptações pelo Banco do Brasil, veja em BB Crédito Acessibilidade
Abraço a todos.



sábado, 8 de novembro de 2014

Sempre tem o que fazer SIM!

Tenho estado distante do meu blog nos últimos meses, mas continuo acompanhando todos os comentários e faço questão de responder todas as perguntas. Sei que doenças raras é um tema muito extenso, por isso me arrisco em estudar apenas a Doença de Machado-Joseph, sua evolução, tratamento dos sintomas e melhora de qualidade de vida. Ainda assim, aprendo muito sobre muitos outros assuntos à medida que a doença do meu marido evolui.
Nesses últimos meses tenho aprendido muito sobre persistência, sobre a importância das pequenas coisas e sobre o sentido da vida. Sempre que levo a um médico as queixas de dor, espasmos ou dificuldade da respiração do meu marido e ouço as frases "é assim mesmo, é da patologia, não tem o que fazer, a tendência é só piorar", eu me abalo por alguns minutos e sigo em frente. Às vezes é difícil seguir em frente quando minha "outra metade" está sofrendo com dor, mas é preciso. Por ele e por mim. Penso em todos os outros profissionais que estão nos acompanhando e que estão me apoiando e me dando força nessa caminhada. Meus verdadeiros parceiros nessa jornada, a incansável Dra. Sônia, fisioterapeuta neuroevolutiva, que está sempre tentando novas possibilidades de melhora. Ela diz: "vamos tentar o botox, colocar ele de pé novamente vai fortalecer os músculos das costas, vai diminuir a dor lombar". O neurologista Dr. César e sua secretária Vera, que estão sempre à disposição para responder dúvidas, preparar laudos, pedidos de órteses, alimentação, medicamentos, toxina botulínica e muito mais. O advogado Dr. Orlando Ducci que possibilitou a ação judicial que obrigou o plano de saúde a fornecer técnico de enfermagem 12 horas por dia e medicamentos. Outros profissionais e pessoas tem entrado nessa luta ao nosso lado. Não gosto muito de dizer luta, porque é a nossa vida, e se a vida se resumir a apenas ser uma luta, onde fica a paz, o bem-estar, os passeios, o amor? É uma jornada com muitas pedras no caminho. A cada pedra que tiramos do caminho, agradecemos e aproveitamos o livre caminho. Sabemos que virão outras pedras, às vezes até maiores, mas não importa. O dia de hoje é mais importante. É o que temos.


Flores da casa da Dra Sônia, presente delicado com muito amor.

Atualmente o Sókrates tem realizado a microfisioterapia com a Dra Eulaine, que trata danos emocionais passados e antepassados nos tecidos do Sókrates, tem feito massagem todos os dias com a querida Rosinha, que tratou dele há 10 anos atrás e agora voltou a nos acompanhar na jornada. Além de tratamento espiritual na religião dele, o kardecismo. Tudo isso junto me empurra a diante em novas tentativas de medicamentos, atividades e tem dado certo.
Sókrates teve um mês inteiro de muita dor nas costas. Muita dor mesmo. Quase enlouqueci. Meu trabalho me dava tempo para respirar, por algumas horas eu via as coisas de fora, como um expectador e podia pensar mais claramente em opções, mas eu levava comigo um desespero velado, de que algo estava sendo esquecido, algo não estava sendo tentado. Foi então que a massagem diária, a microfisioterapia, o umidificador 24 horas, o tratamento espiritual, as mais fervorosas orações a Deus e os novos medicamentos para dor entraram em cena. A dor resistiu, mas cedeu. Foi persistência. Minha e dele em não acreditar naqueles que dizem que não tem mais o que fazer. Tem sim e muito. E hoje aproveito a chegada do amanhecer (como diz a música) nessa noite que durou semanas. Sei que vai anoitecer de novo, mas é preciso que estejamos um pouco mais fortes do que estamos agora. Não temos tempo a perder.

Nosso primeiro passeio sem dor depois de pelo menos 2 meses. Hoje o Sókrates
esteve incansável e eu feliz. Café expresso, suco de uva, torta e batata frita foram a dieta
da tarde. Shopping, passeio no túnel do terror, massagem e passe. Saindo totalmente da rotina.

Grande abraço, Adriana

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Sensacional

Sensacional a fisioterapia da Dra Sônia Diamante com o #Gravither. Não conheço quem fale com mais propriedade sobre controle postural, fortalecimento muscular e funcionalidade. Também, 30 anos de experiência, ética e intensa especialização. Não conheço um curso que ela já não tenha feito no mundo. O Sókrates até deu uma corridinha hoje! Faltava por #lenhanafogueira como ela disse. Obrigada por estar do nosso lado nessa luta há tantos anos com empolgação contagiante. A cada ano que passa, mesmo com a doença progredindo, sei que estará do nosso lado sempre.




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Preso ao próprio corpo

"Preso ao próprio corpo". Esse foi o título escolhido pela Revista Total Saúde de outubro para a entrevista com o Sókrates. "Porém com uma mente veloz!" completou a experiente e super competente fisioterapeuta que nos acompanha há anos, Dra Sônia. A reportagem ficou muito bonita e relata um pouco do cotidiano de uma pessoa que convive com a doença de Machado-Joseph. Leia a reportagem completa clicando na figura abaixo.

Qual a importância da fisioterapia e da terapia ocupacional?

Qual a importância do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional na nossa vida? Foi o que nos perguntou a Revista Total Saúde. "Se o Sókrates está ativo, motivado e feliz hoje, devo isso a esses profissionais", foi o que respondi. 





A revista nos permitiu homenagear excelentes profissionais que nos acompanham no nosso dia a dia em busca de melhor qualidade de vida. 

Fisioterapia neuroevolutiva com a Dra Sônia Diamante 
Terapia ocupacional com a Dra Fernanda Katayama
Fisioterapia motora e respiratória com a Dra Paula Capello
Confecção da órtese personalizada com a Dra Evory Moraes Teixeira
Em homenagem ao dia dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, a foto da orquídea que ganhamos da fisioterapeuta Dra Paula e que floresceu este mês.



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Estamos de casa nova!

Estamos de casa nova! Nos mudamos por várias razões importantes, mas eu sentia um friozinho na barriga por termos que vender a nossa primeira casa, onde vivemos os nossos primeiros anos de casados. Tivemos tristezas, mas também muitas alegrias. Já estamos instalados na casa nova e sinto que tomamos uma das melhores decisões da nossa vida. Nos conhecemos melhor, nossos gostos e manias já são de conhecimento do outro, montamos nossa casa do nosso jeito. Aproveitamos para deixar o que mais nos incomodava na outra casa para trás: os obstáculos para o livre movimento do Sókrates na cadeira de rodas, essa que se tornou um equipamento imprescindível para nós. Apesar de pequena, nossa nova casa parece muito maior à medida que nos deixa livres para ir e vir. Mercado, sorveteria, pizzaria e lanchonete no raio de 1 quadra também são valiosos. A mãe e a irmã do Sókrates na distância de 20 metros também. Valeu a pena o trabalhão da mudança de endereço! Estou postando algumas fotos do nosso novo lar. Como comentou a nossa amiga Rosana Martinez, presidente da ADONE (Associação de Doenças Neuromusculares de Mato Grosso do Sul), "portais largos, sanitário espaçoso, piso sem obstáculos..., uma casa que atende não só a vocês, mas a qualquer pessoa, com conforto e segurança."



Posto também a foto do nosso escritório totalmente flamenguista!

O que nos encantou na compra foram exatamente os portais largos e a acessibilidade da casa. Que bom que a construtora teve o bom senso de criar um projeto acessível. Para nós, fez a diferença.

Aproveito a postagem para parabenizar meu querido Sókrates pelas nossas Bodas de Cobre, que comemoramos no dia 10, de casa nova. Já são 8 anos de casamento, que junto aos 7 anos de namoro, completam os nossos primeiros 15 anos juntos! Amo você!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dor e espasticidade - o que fazer?

Dois dos sintomas que mais tem incomodado o Sókrates nestes últimos anos são a espasticidade e a dor. A espasticidade é um aumento do estímulo de estiramento muscular. Mas não dá para comparar com outros casos, nem mesmo na família, já que os sintomas da doença são muito variados, mesmo entre irmãos. Em recente enquete no nosso grupo do Ataxia Net (http://www.ataxianet.tk/), dos 34 entrevistados (com diversos tipos de ataxias, incluindo a Doença de Machado-Joseph), apenas 3 tem dor e 19 tem espasticidade. Mas ainda assim, são os dois sintomas que mais incomodam o meu marido. Esse último mês, agravaram-se os dois. Níveis altos de dor e espasticidade dominaram os dias e as noites do mês de outubro. Emagrecimento e insônia vieram em consequência. Fisioterapia diária, inclusive de madrugada - e nestas madrugadas agradeço muito ao fisioterapeuta Hermenegildo Calças Neto, meu cunhado - foi muito importante e eficaz. Os Florais prescritos por meu pai (terapeuta floral Dario Xavier Pires), a aplicação de toxina botulínica (para diminuir as contraturas dos membros superiores) e uso de escopolamina (pois segundo o fisiatra, o intestino estava hiperativo) ajudaram muito atuando na alma, mente e corpo. 
Agradecimento especial às pessoas que estiveram ao lado do Sókrates nesse momento difícil. Em cima, da esquerda para direita: minha irmã, meu cunhado, minha sogra. Em baixo, minha mãe e meu pai. Ah, e eu, que estarei sempre ao lado do meu grande amor.
Depois de tentar abrandar a espasticidade com doses maiores de antiespásticos: dantrolene, baclofeno e tizanidina, resolvemos tentar um medicamento para dor neuropática quando a dor estava num grau 10 (sensação de sókrates, quando o indaguei na escala de 0 a 10), a pregabalina. Há um estudo de 2008 que indica que a pregabalina pode ser útil no tratamento da espasticidade (Pregabalin in the treatment of spasticity: A retrospective case series. l2008;30(16):1230-2). No caso de Sókrates foi útil e a dor cedeu,... finalmente. Alívio para todos que estávamos juntos nessa empreitada: minha sogra, meus pais, minha irmã e meu cunhado, além dos profissionais da Home Care do nosso plano de saúde, além dos médicos neuro e fisiatra). A dor que se concentrava muito no abdômen, e que por acentuar a espasticidade, se espalhava pelo corpo todo, diminuiu aos poucos e acabou.  Diminuímos a dose de dantrolene e baclofeno, tiramos a tizanidina e mantemos a pregabalina. Agora o Sókrates está num período de recuperação de peso. Mas a insônia permaneceu, assim como um certo terror noturno. A crise se foi, mas estamos em recuperação. Um grande abraço a todos que estiveram conosco nesse momento difícil.
Sókrates no dia do Flamenguista



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Exercícios de fisioterapia para DMJ do colega Marcelo Rocha

É sempre bom vermos outros colegas com Doença de Machado-Joseph se esforçando na fisioterapia em busca de uma melhor qualidade de vida. 

Figura retirada do Vídeo de Marcelo Rocha

No vídeo (click para ver http://www.youtube.com/watch?v=axxyDe8M3Ho) o colega Marcelo Rocha, de 30 anos, com ataxia desde os 25 anos, mostra os exercícios que faz nas sessões de fisioterapia. Parabéns Marcelo pela divulgação. 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vamos juntos tirar as pedras do caminho?

No meu caminho tinha uma pedra. Eu joguei longe e segui o meu caminho. Nem sempre é fácil andar por caminhos pedregosos. Mas tenho tentado e gostaria de compartilhar que vale a pena. No meu caso, tenho acompanhamento de uma psicoterapeuta que está sempre me enchendo de energia e me colocando no foco. À medida que os anos passam, mais eu acredito que tudo seria mais fácil se tivessem me ajudado a tirar as pedras do caminho. Como quando consegui descobrir como receber medicamento de alto custo do governo. Foi um caminho tortuoso, mas cheguei ao meu destino. Quando descobri como poderíamos conseguir atendimento domiciliar de fisioterapia respiratória, neurológica, fonoterapia, assistência de enfermagem do plano de saúde. O caminho estava lá, mas eu não tinha o mapa e nem sabia quem o tinha. Como conseguir suplemento nutricional e equipamento para dieta enteral do governo foi mais um caminho que descobri recentemente. Por que não existe uma cartilha do tipo: Como facilitar a vida do cuidador em busca de uma melhor qualidade de vida para seu ente querido. Tenho pensado nisso, mas para isso eu precisaria ter mais caminhos ainda não descobertos por mim. Se você conhece algum caminho, deixe o seu comentário e vamos ajudar a tirar as pedras do caminho de quem está começando a trilha ou até desistindo desse nosso pedregoso percurso?

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Gastrostomia endoscópica? Será que vale à pena?

Hoje em dia parece ser um procedimento bastante seguro. Tenho pesquisado bastante sobre o assunto pois meu marido Sókrates está magro por dificuldades de engolir e mastigar adequadamente. Adora chocolate, café, refrigerante, bolachas... Mas come também arroz, feijão, carnes, ovos, farinhas de quinoa, amaranto etc. Ainda assim, o aporte calórico é pequeno para as necessidades dele. A espasticidade gasta muita energia também. Esta semana vamos nos aventurar numa gastrostomia. Com indicação da fonoterapeuta e solicitação do neurologista e gastroenterologista, é uma aposta na melhora da qualidade de vida. A pessoa continua se alimentando pela boca, mas tem a opção de complementar a dieta por outra via. Gostei muito do blog http://umabuscaespecial.blogspot.com.br/p/cuidados-com-gastrostomia.html que ensina como fazer o curativo do local onde ficará o botton.
Fonte: http://umabuscaespecial.blogspot.com.br
Fonte: http://www.kchealthcare.com
O procedimento e o material será pago pelo plano de saúde. Os curativos no local da punção deverão ser feitos pela equipe de enfermagem, assim como avaliação nutricional. Agora que descobrimos o caminho das pedras da assistência domiciliar do nosso plano de saúde, sair de casa e gastar a energia, só para passear! E também para ir às sessões das nossas queridas Dra. Sônia Diamante e Dra. Fernanda Katayama, profissionais maravilhosas e super comprometidas conosco, mas que por não serem credenciadas em planos de saúde, só podemos ir uma vez na semana. Aproveito para agradecer a ambas pelo cuidado, orientação, preocupação, incentivo e amizade, na busca de uma melhor qualidade de vida para seus pacientes e no aperfeiçoamento em suas profissões.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O cuidador também precisa ser cuidado?

Para mim já está claro que o cuidador também precisa de cuidado. Quer saber mais sobre o assunto? Achei muito interessante a parte da monografia da psicóloga Rita de Cássia Dantas que li no blog de Beatriz de Castro. Para ler também, é só clicar no link abaixo. Depois dê a sua opinião aqui. Vamos conversar sobre o assunto.
http://beatrizdecastro.blogspot.com.br/2011/03/aspectos-psicologicos-dos-cuidadores.html
A matéria do link abaixo ainda traz alguns exercícios para evitar o desgaste da coluna de cuidadores. Aproveitem:
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2011/07/08/cuidadores-de-pessoas-com-deficiencia-precisam-de-exercicios-para-evitar-dores-na-coluna.htm

Fomos contemplados?!!

Parece que os planos de saúde estão finalmente percebendo que o tratamento de clientes com dificuldade de locomoção precisa dar a opção do profissional de saúde ir tratá-lo em sua residência, pelo menos algumas vezes na semana. A doença de Machado-Joseph já desgasta a pessoa durante os seus afazeres diários dentro da residência. O transporte para as clínicas, mesmo de automóvel, muitas vezes exige um esforço que o cliente não está preparado para fazer diariamente, e, às vezes, várias vezes no dia e a disponibilidade de um motorista e um cuidador para levá-lo às clínicas, longe de sua residência, o que pode levar uma manhã ou tarde inteira.

Muitas vezes esse motorista e/ou cuidador é contratado, o que não é barato. Outras vezes, é o próprio familiar, que não pode trabalhar neste período, o que também não ajuda a alavancar recursos para os tratamentos. No caso do meu marido, eu sou a motorista e acompanhante durante as terapias. Meu trabalho fica espremido nos intervalos entre suas sessões, tempo esse em que ele tem uma outra cuidadora, sua dedicada mãe. Além disso, para uma simples hidratação endovenosa, por causa de uma dificuldade de beber água e se alimentar, é preciso aguardar horas em pronto-socorros superlotados. Uma colega do ataxianet.com incentivou-me a procurar o serviço em casa. Mas o atendimento em casa não é oferecido abertamente pelo plano de saúde, pelo menos foi o que senti. É preciso buscar um médico que saiba solicitar e preencher uma ficha de encaminhamento, ou pelo menos escrever uma prescrição com motivo do encaminhamento, CID, tratamento solicitado, explicação da patologia. Agora a hidratação está sendo feita diariamente em casa, pelo menos nos próximos 30 dias. Um enfermeiro vai em nossa residência e "liga" um soro glicosado de acordo com a prescrição médica. Logo em seguida um fisioterapeuta faz a terapia respiratória e neurológica. É um a menos na fila do pronto-socorro, talvez nunca mais precisemos chegar ao extremo da desidratação, com perigo à vida e nos sujeitar a esperarmos horas para sermos atendidos. Mas nem todos os tratamentos são oferecidos, e muitas vezes temos que esperar para ver se vamos ser "contemplados" com o tratamento. Acho ridículo este termo, parece que vamos ganhar um prêmio. E não é um prêmio, é apenas um tratamento justo para as condições do paciente crônico e com dificuldade de locomoção, cuja família precisa de tempo para trabalhar e custear o tratamento, ou pelo menos as altas mensalidades dos planos de saúde. Mas já é um grande avanço na humanização dos planos de saúde!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Óculos com prisma??

Meu marido tem diplopia (visão dupla) há muitos anos por causa da fraqueza nos músculos dos olhos devido à Doença de Machado-Joseph. Incomoda muito, principalmente para ver o monitor do computador e ler revistas. Finalmente encontramos algo para ajudar. Fizemos uma consulta com uma oftalmologista especialista em estrabismo e ela passou-lhe uma receita de óculos com prisma. Tem ajudado muito. Ele gostou. A lente ficou um pouco grossa e não pode ser usada com armação de fios de nylon. No total (armação + lente) ficou R$ 350,00.

domingo, 18 de dezembro de 2011

O plano de saúde não cobre

A auditoria médica da UNIMED não cobre a utilização do CEPAP na fisioterapia respiratória de pessoas não internadas. Só se estiver no hospital. Acho isso uma pena, pois ajuda muito a respiração e serve como ótimo tratamento, mas tem que ser pago à parte. Mesmo se a pessoa tiver o aparelho. Sei que pela portaria 1370/GM de 3 de julho de 2008, pacientes portadores de doenças neuromusculares tem direito a solicitar ao governo o aparelho de ventilação mecânica. Conheço pessoas que receberam o BiPAP desta forma.

 
Cabe agora aos planos de saúde que conheçam a importância da fisioterapia respiratória associada ao uso destes equipamentos para pacientes não internados, inclusive para evitar possíveis internações.

Fisioterapia Respiratória

Eu realmente não sabia da importância da fisioterapia respiratória no tratamento de doenças neuromusculares.Só descobri quando Sókrates sentiu menos dificuldade de respirar e ganhou uma qualidade de vida melhor após começar as sessões desta fisioterapia com Dr. Delando Breno com auxílio do CEPAP.


O CEPAP assim como o BiPAP são equipamentos de ventilação mecânica. Sókrates usa o CEPAP com exercícios respiratórios e na bicicleta. Já faz 10 minutos seguidos. Eu acho o máximo!!!

sábado, 30 de julho de 2011

Como solicitar cadeira de rodas pelo SUS

Em Campo Grande - MS, é necessário ir à Casa de Saúde para pegar um documento que deve ser preenchido por um terapeuta ocupacional ou fisioterapeuta ou neurologista credenciado no SUS, solicitando a cadeira de rodas. Podem ser solicitadas uma cadeira para uso diário (a de paraplégico é bem mais leve que a de tetraplégico) e uma para banho. Em seguida, deve-se levar o documento preenchido e mais alguns documentos pessoais à Casa de Saúde e aguardar. Caso esteja em outro município ou estado, procure a assistente social da secretaria de saúde do seu município para saber os detalhes.
Desde dezembro de 2010, os terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas credenciados pelo SUS também podem fazer a prescrição das cadeiras, de órteses e próteses. Para saber mais informações sobre o assunto, entre em http://fisineurofuncional.blogspot.com/2011/02/fisioterapeutas-e-terapeutas.html
Abraço a todos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Gravither® - um equipamento que merece ser divulgado!

Caros colegas, meu marido Sókrates ama o equipamento Gravither® desenvolvido pela sua fisioterapeuta: Dra Sônia Diamante. Estou postando uma pequena descrição feita do equipamento no Congresso de Neurociências e Reabilitação 2009 para que possa ser divulgado e outras pessoas possam ter conhecimento desta novidade que, na minha opinião, facilita e otimiza o trabalho do fisioterapeuta e cria uma sessão bastante dinâmica e segura ao paciente.

"O equipamento terapêutico de suspensão antigravitacional Gravither® sustenta o peso corporal ou segmentos corporais de pacientes com seqüelas neuromotoras, tornando possível vários exercícios não realizáveis pelo paciente devido à ação da gravidade sobre o tônus.
São acoplados diversos acessórios de facilitação, como molas longas, alças de regulagens de altura, suporte de tronco, suporte pélvico e suporte cefálico para atender os variados graus de sequelas.
Proporciona alinhamento biomecânico (quando não há deformidade fixa), alavanca músculos enfraquecidos, oferece consciência do ato motor, propicia mecanismos antecipatórios de ajustes posturais, ativa o sistema vestibular, facilita a deambulação com segurança espacial e promove a melhora da força muscular com a repetição das atividades propostas.
Oferece uma nova opção terapêutica aos pacientes com sequela de paralisia cerebral, doenças neuromusculares, AVE, permitindo o uso em posturas variadas como decúbito dorsal, ajoelhado, semi-ajoelhado, de gatinhas, sentado, em prancha de equilíbrio, em cama elástica, sobre bola Bobath, na deambulação entre barras paralelas, em esteira, com andador e marcha livre."